O fim do boom

Em 1973, o custo do petróleo subiu em flecha, uma vez que os países produtores árabes pertencentes ao cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) quadruplicaram os seus preços. Tal deu origem a uma crise energética e a uma recessão globais, que puseram termo ao boom europeu.

Na Europa Ocidental, a crença no crescimento ilimitado foi abalada e as indústrias tradicionais, como a exploração mineira e a siderurgia, entraram em declínio, enquanto surgiam novos setores tecnológicos e económicos. Os países ocidentais tinham agora de enfrentar a dura realidade, caracterizada por fraco crescimento, inflação e desemprego em massa.

Democratisation in western Europe

Inspired by the student 'revolutions' of the late 1960s, a new generation wanted change and were prepared to fight for it. Tired of the old attitudes and ways of doing things that had been in place for decades, they now demanded more individual rights and opportunities to participate in politics.

Greece, Spain and Portugal all saw their ruling dictatorships collapse between 1974-1975. Although the events were different in each country all three experienced political instability, economic crisis and painful historical legacies on their paths to democracy. They would eventually enter the fold of the European Community.

O Comunismo sob pressão

As contradições entre a propaganda comunista e a realidade da vida quotidiana do povo tornaram-se cada vez mais óbvias nos anos 70 e 80. A estagnação económica substituiu o crescimento rápido e o peso da dívida paralisou os países.

No final dos anos 80, a escassez de alimentos, a vigilância constante, a censura, as restrições e até mesmo a proibição de viagens fora do bloco comunista causavam frustrações e tensões, por vezes insuportáveis, entre os cidadãos desses países. Essas frustrações viriam a desempenhar o seu papel na queda do comunismo em 1989.

Marcos da integração Europeia II

As relações entre o bloco ocidental e o bloco de Leste apaziguaram-se. Em 1975, a Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa reuniu trinta e cinco países em Helsínquia, na Finlândia, incluindo os Estados Unidos da América e a União Soviética.

Os signatários da Declaração de Helsínquia comprometeram-se a respeitar os direitos humanos e a cooperar com base no reconhecimento do princípio da não intervenção nos assuntos dos outros Estados. A Comunidade Europeia conseguiu introduzir garantias em matéria de direitos humanos, que acabaram por se transformar num instrumento utilizado pelos dissidentes na luta contra os regimes comunistas.

O que é o mercado único? É a criação de uma zona económica unificada na qual pessoas, capitais, mercadorias e serviços podem circular livremente. O mercado único europeu foi um dos principais objetivos da Comunidade Europeia desde a sua fundação.

Redesenhar o mapa da Europa

Com a emergência de novos países e a alteração de velhas fronteiras, o mapa da Europa transformou-se de novo após 1989.

Em 1990, uma Alemanha reunificada nasce pacificamente, sob supervisão internacional. No entanto, o mesmo não se pode dizer da antiga Jugoslávia, onde as diferenças étnicas, religiosas e culturais conduziram a guerras civis brutais e à limpeza étnica.

Marcos da integração Europeia iii

Quer gostem quer não, os modos de vida dos europeus são cada vez mais semelhantes, mesmo que as suas diferentes identidades culturais permaneçam dinâmicas. Fronteiras abertas, mobilidade acrescida, melhores comunicações, leis partilhadas e uma moeda única estão todas a ter um efeito. Poderíamos chamar-lhe «europeização».

A União Europeia é agora mais politicamente unida do que nunca, mas internamente ainda muito diferente. O que trará o futuro? A Europa continuará a sua integração? Ou fragmentar-se-á de novo? As suas crenças originais - na paz e nas quatro liberdades - perdurarão ao longo do tempo?

Uma memória Europeia partilhada e dividida

Verificaram-se muitas alterações na Europa nos últimos 25 anos, desde a queda do comunismo. Arquivos e ficheiros, em tempos fechados, foram abertos, revelando as experiências e as memórias de pessoas que tinham sido vítimas de repressão. Tal conduziu a uma mudança inovadora na interpretação da História.

Monumentos públicos, monumentos de homenagem, nomes de ruas, museus e até manuais escolares devem ser e continuam a ser locais e objetos contestados no processo de recordar ou de esquecer. A pergunta «O que é a memória europeia?» ganha nova pertinência.